Você sabe a diferença entre profissão, ocupação e cargo?

Costumamos usar essas palavras como sinônimas, porém existem algumas diferenças sutis que precisam ser identificadas. Profissão, por exemplo, é o nome do trabalho que a pessoa se preparou para desempenhar, seja ele em uma escola técnica ou em uma faculdade. Neste nicho, encontramos os cursos oferecidos pelas universidades (sejam técnicos, tecnólogos, licenciaturas ou bacharelados), como por exemplo, psicologia, jornalismo, arquitetura, enfermagem etc.

 

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ocupação é o cargo exercido, ou seja, do que o profissional se ocupa. Ocupação é o que se faz dentro do cargo. Enquanto ocupação diz respeito a coisas mais banais de uma profissão, o cargo é específico em uma organização/ empresa e pode ser que não tenha nada a ver com a profissão, o que muita empresa faz e está fora da lei. Por exemplo, um engenheiro (profissão) pode exercer a função de gerente financeiro (ocupação) em um banco; um pedagogo (profissão) pode ocupar-se de lecionar (ocupação) para os alunos do ensino infantil; um médico (profissão) pode administrar (ocupação) um hospital etc. O CBO é a Classificação Brasileira de Ocupações que consiste em um guia com todas as profissões e ocupações que o Ministério do Trabalho reconhece. Cada profissão tem o seu respectivo código e o mesmo pode ser usado e solicitado em muitas situações, como no caso de contratação de um trabalhador, no cadastro de intenção de emprego em uma empresa ou órgão qualquer, na declaração de imposto de renda, entre outros.

Normalmente é o Congresso Nacional que regulamenta as profissões. Para ser regulamentada, é necessário que o assunto seja discutido no Congresso, votado e aprovado. Se aprovado, cabe ao Presidente da República vetar ou sancionar a lei. Uma vez sancionada ela passa a valer em todo o território nacional.

Quando a profissão se torna regulamentada, significa que uma norma ou lei específica a respeito do seu exercício fora estabelecida. Profissões como médicos, dentistas, advogados, contadores, administradores, taxistas, arquitetos, engenheiros civis, entre outras são regulamentadas por lei e, portanto, para que uma pessoa possa exercer esta profissão, precisará atender aos critérios definidos na lei, como por exemplo: formação necessária, estar inscrito no órgão da categoria, ter cumprido o estágio obrigatório ou residência, no caso de médicos, entre outros.

Guilherme Bernardes

Pós Júnior da RH Consultoria Júnior – UFMG

 

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