Resiliência no trabalho: uma questão a ser tratada com seriedade.

Os ambientes de trabalho estão cada vez mais tensos. A exigência por produtividade máxima, bem como os constantes assédios, acabam gerando estresse e problemas de saúde para os funcionários. Isso leva à desmotivação nos serviços da empresa e trazendo estados de esgotamento emocional e físico.

Para além da urgência de se pensar novos modelos de gestão, o cultivo da capacidade de encarar dificuldades sem se deixar abater deve ser tomado  como exigência fundamental, muito mais do que era no passado. A isso damos o nome de resiliência, competência que pode ser aprimorada por cada um.

Os resilientes são aqueles que conseguem experimentar emoções de forma equilibrada, moderada, não deixando calar sentimentos como raiva, angústia ou melancolia, e também denunciando de forma empática e congruente os excessos. Eles parecem conhecer aquilo que traz satisfação, prazer na hora de combater situações adversas e momentos ruins e isso se dá somente com muito autoconhecimento e tratamentos psicoterápicos. Outra característica é que eles sempre olham para frente, têm foco no futuro, não ficam remoendo o passado.

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Listamos a seguir 8 medidas que podem modificar o clima de uma empresa e assim facilitar a qualidade de vida de todos os envolvidos:

1) Valorizar o senso de autoeficácia positivo dos profissionais através de premiações, bonificações, mudanças de cargo, etc; entendendo que ela é a crença na própria capacidade de organizar e executar ações requeridas para produzir resultados desejados. Associada à autoconfiança, transforma-se em “combustível” para a proatividade e para a solução de problemas. As empresas podem oferecer planos de saúde que incluam atendimentos psicológicos, estimular o coaching entre outros serviços alternativos para cultivar o otimismo.

2) Promover o desenvolvimento de competências sociais através de treinamentos de liderança, ética e feedback. Pode-se praticar também a “escuta empática”, que convida o outro a falar e oferecer maiores detalhes, adiando julgamentos críticos; e a “escuta ativa”, um processo de indagação orientada. Fazer mais Brainstormings e envolver os funcionários em projetos sociais ajudam também a desenvolver a consciência moral.

3) Desenvolver Empatia, compreender a pessoa a partir do quadro de referência dela. A leitura, sobretudo de livros de literatura e biografias, ajuda a pessoa a se imaginar no lugar do outro. nos filmes, observe a psicologia de personagens, a trama e o contexto. trabalhos sociais voluntários também desenvolvem esse aspecto. Talvez seja interessante ter ambientes favoráveis a isso, mini-bibliotecas, salão de jogos e projeção de filmes.

4) Flexibilizar os serviços sem que haja perda de qualidade, isto é, estar aberto à maior tolerância à ambiguidade e à maior criatividade. O pessimismo faz com que o indivíduo de baixa resiliência insista teimosamente em atitudes pouco efetivas. Já o resiliente, em oposição, é flexível. Pensa em opções, age e, se a ação não é efetiva, escolhe outra opção e persiste. Treinamentos de criatividade, momentos de dança e meditação são interessantes nesse aspecto.

5) Desenvolver a resistência promovendo práticas esportivas fora do ambiente de trabalho, pois aprimora a disciplina e expõe os limites do corpo. É o indivíduo que regularmente faz uma hora de esteira porque sabe que é importante, e não porque gosta.

6) Treinar para a solução de problemas, pois indivíduos preparados para diagnosticar problemas, planejar soluções e agir, sem perder o controle das emoções conseguem driblar dificuldades. Para isso vale a pena a formação de equipes para estudos de projetos, jogos de estratégia entre os membros da equipe, oficinas de criação, etc.

7) Favorecer a temperança a partir de medidas paliativas, como a construção de ambientes físicos favoráveis e acolhedores onde se possa ouvir uma música, se afastar um pouco da “papelada” e meditar.

8) Por último, estabelecer um clima otimista na empresa, onde os funcionários sintam-se seguros e respeitados nas suas individualidades e projetos profissionais.

 

 

Guilherme Bernardes

Pós Júnior da RH Consultoria junior – UFMG

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