Por que a gestão do conhecimento vale ouro?

“Era uma vez, num reino distante, um jovem que entrou numa floresta e disse ao seu mestre: ‘Quero possuir riqueza ilimitada para poder ajudar o mundo. Por favor, conte-me, qual é o segredo para se gerar abundância?’ O mestre respondeu: ‘Existem duas deusas que moram no coração dos seres humanos. Todos são profundamente apaixonados por essas entidades supremas. Mas elas estão envoltas num segredo que precisa ser revelado, e eu lhe contarei qual é.’ Com um sorriso, ele prosseguiu: ‘Embora você ame as duas deusas, deve dedicar maior atenção a uma delas, a deusa do Conhecimento, cujo nome é Sarasvati. Persiga-a, ame-a, dedique-se a ela. A outra deusa, chamada Lakshmi, é a da Riqueza. Quando você dá mais atenção a Sarasvati, Lakshmi, extremamente enciumada, faz de tudo para receber o seu afeto. Assim, quanto mais você busca a deusa do Conhecimento, mais a deusa da Riqueza quer se entregar a você. Ela o seguirá para onde for e jamais o abandonará. E a riqueza que você deseja será sua para sempre.’”

Essa fábula hinduista nos serve de inspiração para compreender a chave para a criação da prosperidade pautada no conhecimento. No meio empresarial essa chave ganha o nome de gestão do conhecimento, que nada mais é do que uma forma de administrar uma empresa pensando na sua história e riquezas adquiridas ao longo do tempo, onde o conhecimento, isto é, toda experiência e informação gerada pelo ser humano no seu contato com a realidade do seu trabalho, permanece guardado e constantemente revisitado para melhoria da própria organização.

 

gestão do conhecimento

Falando em conhecimentos, há dois tipos básicos que podem ser aplicados pelo ser humano: o explícito e o tácito. O conhecimento explícito é o mais fácil de ser colocado em palavras, registrado e documentado. É facilmente adquirido por meio da leitura de manuais, livros e artigos, por exemplo. Quando falamos das funcionalidades de um sistema, ou das etapas de um processo produtivo, tratamos do conhecimento explícito.  O segundo tipo, o tácito, é o mais difícil de ser colocado em palavras e é adquirido apenas com a prática. O conhecimento tácito é aquele que só conseguirmos mostrar ao usar. Um líder gerindo sua equipe, um médico realizando um diagnóstico ou vendedor fechando uma venda difícil, são exemplos desse tipo de conhecimento. É difícil de explicar e só se aprende com a experiência, com a vivência.

Para as empresas, a gestão do conhecimento pode ser de grande valia, pois contribui para a geração de valor, otimização das operações e para melhoria do atendimento ao cliente final. Por isso é de suma importância e deve ser aplicado nas empresas. Uma vez disseminado, o conhecimento pode ser retido por outros colaboradores, a fim de gerar resultados sempre superiores aos do passado. É preciso reconhecer e disseminar esse conhecimento para que a empresa esteja sempre evoluindo. É algo contínuo.

A gestão do conhecimento também traz boas práticas nos relacionamentos, entre elas está o estímulo intelectual, uma forma de valorizar o desenvolvimento das pessoas na empresa. Quando são incentivadas a compartilhar aquilo que sabem, de forma a criar um ambiente de trabalho no qual toda experiência válida pode ser acessada pelos outros colaboradores e aplicada em suas atividades a fim de elevar a produtividade da companhia, ocorre uma sensação de pertencimento e realização por parte de todos.

conhecimento

No entanto, um dos desafios para as empresas atualmente é aplicar a gestão do conhecimento de forma alinhada aos negócios, orientada para os objetivos estratégicos da empresa. Não adianta implantar a gestão do conhecimento sem pensar em quais resultados se quer atingir. Caso contrário, a gestão do conhecimento gera pouco impacto. É mais que necessário pensar em medidas para ampliar a vantagem competitiva, reduzir custos com planejamento, gerando novos modelos de negócio, melhor aproveitamento e desenvolvimento do capital intelectual da empresa, o maior ouro que ela produz.

Sua empresa já pratica a gestão do conhecimento? Como ela faz?  É sempre bom direcioná-la como uma das metas do planejamento estratégico e lembrar que a riqueza persegue quem nela desperta desejos, seja no exemplo de administração, na valorização e inteligência da execução dos projetos, seja no registro de toda a história e recursos que a empresa possui.

 

Guilherme Bernardes

Assessor de Criação e Mídias da RH Consultoria Júnior – UFMG

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