Funcionário coringa: qual o impacto dele na sua empresa?

Muitos administradores de empresa, para não mobilizar gastos maiores com os recursos humanos, contratam funcionários para desempenhar vários papéis na organização, estando ocupados em muitos processos, sem ter um cargo bem definido. Parece ótimo não é? Mas então qual o problema disso?

Gastar menos parece uma ideia inteligente, porém a longo prazo pode ser profundamente prejudicial. Um funcionário coringa trabalha mais, portanto há grandes chances de sobrecarga. Além de estar condenado a realizar tarefas pelas quais não está preparado, ou não sabe executar com eficiência, terá maior probabilidade de adoecer, estressar-se, para enfim deixar de contribuir com qualidade no seu trabalho. Deve-se lembrar que o trabalho é feito por seres humanos, cuja essência claramente é limitada em todas as instâncias. O risco maior ainda é dos processos judiciais tão comuns sob essa forma de prática.

 multitarefa

O coringa no baralho se transforma, e pode ser de muita valia em alguns jogos, mas na maioria nem sequer aconselha-se ser utilizado. O personagem Coringa, do Batman, que vive a cometer crimes e pregar peças no super herói, o faz pela insanidade, pela perda de horizonte derivada do fracasso na vida e na carreira profissional. O colaborador que faz várias coisas que exigem habilidades distintas, se perde nas tarefas e, por observar o seu fracasso e sonhos não realizados.

Aos grandes administradores fica o alerta de cuidado às leis trabalhistas e, mais que isso, a empatia indispensável para se compreender os dilemas dos colaboradores. Caso isso seja feito, muitos problemas serão evitados. “Melhor prevenir que remediar”, já diz o ditado. O líder precisa ser o Batman antes do coringa surgir e, com o apoio do recursos humanos, poderá estabelecer melhores medidas administrativas. Para auxiliar nesse processo, recomenda-se ter uma descrição detalhada dos cargos da sua empresa, feita a partir de análises e trabalho minucioso de consultores capacitados, para que as funções não se confundam, fazendo com que uma só pessoa atue em diferentes e desconexos processos, evitando assim o “funcionário coringa”.

 

Guilherme Bernardes

Pós Júnior da RH Consultoria Júnior – UFMG

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