As quatro formas de conversão do conhecimento em um meio empresarial

Já vimos em outro post sobre a gestão do conhecimento, que a valorização do capital intelectual humano é de extrema importância para a empresa, representando uma fonte inestimável de riqueza. Podemos inferir também, a partir daquelas reflexões, que uma organização só é beneficiada quando o conhecimento é difundido, transferido, compartilhado e alavancado, ou seja, quando existem canais de rede de comunicação dentro da organização que facilitam a troca de informações e experiências.

Como isso seria feito? Temos dois tipos de conhecimentos passíveis de serem compartilhados: o tácito e o explícito. O explícito é formal e sistemático e pode ser facilmente comunicado e distribuído através de manuais de procedimentos, relatórios, etc. Já o tácito é pessoal, de difícil formalização e comunicação, pois está relacionado ao discernimento, compreensão, instinto e, principalmente, à prática do indivíduo. Ou seja, o tácito está incorporado nas pessoas e o explícito em processos e serviços, registrado em documentos.

rede de comunicação dentro da organização

Através das formas de conversão dos dois tipos de conhecimento, identificam-se as formas de compartilhamento:

  • Na socialização, ocorre um processo de troca de experiências, onde o indivíduo compartilha seu conhecimento tácito diretamente com outro (através da linguagem, observação, imitação e prática).
  • Na externalização, o indivíduo compartilha seu conhecimento tácito com vários outros, de forma não direta.
  • Na combinação, um conhecimento já explícito é compartilhado de forma explícita.
  • Na internalização, o explícito é compartilhado de forma direta, onde o receptor o transforma em conhecimento implícito.

As informações mais importantes estão justamente nas pessoas (tácitos) e não nas organizações (explícitos) e essas últimas transbordam de conhecimentos tácitos, devendo valorizá-los com maior frequência. Infelizmente, muitas empresas ainda não acordaram para o fato de que grande parte do saber organizacional faz parte do conhecimento subjetivo, que reside na mente de seus colaboradores Por isso, é necessário promover a colaboração e comunicação.

 

Mas onde armazenar e disponibilizar tanto conhecimento?

Uma das maneiras mais simples e fáceis são os dispositivos de armazenamento na nuvem, entre eles o Google Drive. O Drive é um serviço oferecido pelo Google, que inclui aplicativos de edição de texto, montagem de apresentações, criação de planilhas, entre outras funções. Nele os arquivos ficam seguros e acessíveis de qualquer lugar com internet. Tudo o que é feito no Google Docs fica armazenado online. Por isso, é possível acessá-los de qualquer computador, utilizando apenas seu e-mail e senha. É possível editar arquivos em conjunto: ao criar um documento, você pode compartilhá-lo com colegas e dar a eles autorização para que o edite. Assim, é possível compartilhar seu planejamento com vários setores, fazer um relatório em conjunto ou pedir que colegas ajudem na elaboração de um processo, por exemplo. Você não precisa instalar nada, pois é um serviço online. Para usá-lo, você precisa apenas de uma conta do Google, a mesma que se utiliza para o Gmail e Youtube;  e finalmente, substitui vários programas como os oferecidos pelo pacote Microsoft Office (Word, Excel, PowerPoint, etc.), apesar de não ter alguns recursos oferecidos por eles, como uma variedade grande de fontes.

gestão do conhecimento -

Por tudo dito anteriormente, dizemos que vale a pena pesquisar e incluir o conhecimento na rotina das pessoas que trabalham na organização, seja através de treinamentos ou de simples reuniões enriquecedoras.

Guilherme Bernardes

Pós Júnior da RH Consultoria Júnior – UFMG

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