A importância de um profissional inovador: 8 dicas para ser mais criativo no trabalho

A criatividade é um importante  fator de promoção e manutenção no mercado,  e passa por questões administrativas das empresas, principalmente pela gestão de pessoal. Para começar, é preciso entender bem o conceito. O que é a criatividade laboral? Pode-se defini-la como sendo o resultado de um grande sistema de redes sociais e que pode ser identificada pela interação de quatro dimensões:

  • Pessoal: incluindo as características cognitivas, traços de personalidade e experiências durante o desenvolvimento, como os hobbies praticados;
  • Produtiva: o qual deve ser novo, útil e de valor para a sociedade;
  • Processual: diz respeito a como desenvolver produtos criativos. Pode envolver uma maneira original para produção de ideias incomuns, combinações diferentes ou transformação de uma idéia já existente;
  • Praça (Ambiente): é um agrupamento das demais, no sentido de promover ou inibir as habilidades criativas, também conhecida como “frameworks de criatividade”

Tendo compreendido o significado, consegue-se esclarecer o valor inestimável da criatividade humana e o quanto ela deve ser aproveitada ao máximo para o sucesso nos empreendimentos. Investir no processo criativo, tanto em culturas organizacionais como em pessoas, poderá ampliar as chances de sobrevivência da empresa, além de contribuir para a sociedade de um modo geral. Profissionais criativos são capazes de adotar processos de mudança sistemática, de acordo com as necessidades dos clientes internos, externos e com o restante de um mundo globalizado.

criatividade laboral

Devemos procurar novos critérios de segmentação do mercado, tentando visualizar e criar novas formas de melhorar o que já está feito. Identificar e desenvolver novas vantagens competitivas; desenvolver políticas e culturas organizacionais que ofereçam valorização à criatividade. Para exemplificarmos, temos a Google, empresa onde realmente se pratica e incentiva esse potencial humano. Através disso percebemos o porquê dessa corporação continuar sendo a primeira na área da tecnologia da informação no momento.

Luciano Colossi, defende em sua dissertação “Características de Ambientes Organizacionais Orientados ao Comportamento Criativo”, que dentre os vários campos onde a criatividade vem ganhando expressão, a aprendizagem, o desenvolvimento e a gestão organizacional merecem destaque. Isso porque a criatividade vem se evidenciando na criação de novos produtos, novos processos, novos serviços, e principalmente, na solução de problemas por parte das empresas.  Esse autor destaca ainda que a sociedade favorece a criatividade quando proporciona a chance ao indivíduo de ter experiências em inúmeras áreas, quando encoraja a inovação, quando valoriza a mudança e a originalidade ou reconhece socialmente as pessoas em suas pesquisas e indagações.

Para inovar, precisamos ter um ambiente adequado à criatividade, no entanto, existem muitos colaboradores que têm medo de dar sugestões, além de empresas que repreendem  os que erram.  Ninguém aprende sem errar, pois não se inova sem arriscar. Se a empresa possuir um ambiente em que há discussão de projetos, aceitação de sugestões, troca de ideias e que não se pratique a crítica destrutiva, a tendência é de se criar cada vez mais. As maiores inovações aconteceram, e ainda acontecerão, a partir de ideias aparentemente “inusitadas”.

Mas então, como ser criativo nas organizações?

As pesquisas apontam que existe uma grande demanda no mercado de trabalho por profissionais criativos e inovadores e, vagas que não conseguem ser preenchidas, pois são milhares de profissionais despreparados para a complexidade e versatilidade que se requer hoje em qualquer profissão.  Para Bolson, o potencial criativo do profissional é inibido e bloqueado por ausência de estímulo e motivação no exercício da função. Os métodos de treinamento não focam a formação integral do sujeito. Por isso:

  1. Nunca se contente com a primeira ideia que lhe ocorrer. Busque outras para, entre muitas, escolher a melhor.
  2. Não se acomode. Sempre existe uma maneira de fazer melhor, mais rápido ou com menor custo aquilo que você já faz. Se você não pensar nisso, alguém irá pensar.
  3. Seja curioso. Evite reproduzir as tarefas mecanicamente. Busque as causas, os porquês, as implicações. Muitas ideias surgem daí.
  4. Ideias não saem do nada. Associe, adapte, substitua, modifique, reduza. As combinações são infinitas.
  5. Não acredite em bordões como “isso nunca vai funcionar” ou “em time que está ganhando não se mexe”. O novo sempre assusta. Toda ideia tem de quebrar resistências.
  6. Tenha iniciativa. Muitas boas ideias acabam no fundo da gaveta porque seus autores não tomam a decisão de mostrá-las aos outros.
  7. Ouça os outros. Principalmente se eles pensam diferente de você. As ideias se desenvolvem com a divergência.
  8. Faça de vez em quando coisas que contrariem seus hábitos no trabalho.

funcionário criativo

A imaginação é algo que fica fora dos muros das empresas. O profissional se forma sem o menor preparo para enfrentar o ato criativo e por sua vez, não aprende no exercício da profissão. Portanto, é também um desafio para as organizações aprofundarem as ferramentas e metodologias de desbloqueio para alavancar múltiplas abordagens em seus programas com a solução de problemas.

Guilherme Bernardes

Assessor de Criação e Mídias da RH Consultoria Júnior – UFMG

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