7 micro habilidades para gerenciar a criatividade no trabalho

Para a administração de uma equipe criativa é necessário que os gerentes desenvolvam um conjunto de padrões de pensamento e micro-habilidades para estimular e gerenciar os processos de criatividade dos profissionais, podendo ajudar também na gestão da comunicação organizacional.  Os padrões de pensamento podem ser entendidos como disparadores da inovação, e podem ser usados para prover uma direção útil para a pesquisa; eles incluem:

  • Metáforas e analogias a partir da escolha de processos semelhantes que podem indicar pistas para a leitura do projeto designado, e sugestões de intervenção.
  • Teorias e hipóteses descritivas de como os processos poderiam operar.
  • Análise lógica e raciocínio dedutivo que permita provar ou responder pelo processo de eliminação, ou seja, selecionar as melhores ideias.
  • Experiências subjetivas envolvidas que possam fornecer pistas importantes.
  • Modificações heurísticas realizadas a partir das “regras” que, uma vez percebidas, tornam a informação pertinente mais visível e mais passível de mudanças.

criatividade organizacional

Podemos propor também sete micro habilidades de treinamento, modos que um gerente pode utilizar para guiar as pessoas que estão pensando. Elas podem ser combinadas ou utilizadas em unidades pelo “orientador” ou facilitador e, permitem ao mesmo tempo, que os “orientandos” ou participantes mantenham o adequado controle do processo. Essas intervenções ocorrem:

  • Clarificando: colocando claramente os limites de tempo e tema a tratar, ou seja, definindo os limites da sessão.
  • Sondando: reunindo informações e dirigindo a conversa, perguntando em aberto ou em privado.
  • Escutando ativamente: reconhecendo o que está sendo verbalizado e expressando essa compreensão através de interpretações, da remoção de barreiras à comunicação e da escuta crítica.
  • Compartilhando observações: através da compreensão dos valores e regras de ambas as partes.
  • Buscando opções: utilizando diferentes técnicas como o brainstorming para construir novas ideias, avaliando sempre benefícios e custos.
  • Sugerindo: provendo informação e conselhos e referindo-se a outros que podem ajudar. Explorando diferenças, reconhecendo pontos de diferentes aspectos e concordância.
  • Definindo um planejamento da ação: fixando horários, avaliando nível de compromisso e metas.

O valor da instrumentalização desses conhecimentos aumenta quando os gerentes cruzam padrões de pensamento com micro-habilidades ao provocar declarações ou perguntas.  A criatividade em nível organizacional apresenta cada vez mais um caráter complexo e envolve não apenas o indivíduo e os grupos nos quais ele se desenvolve, mas também processos gerenciais estratégicos, como o de planejamento e controle das inovações, o que sem dúvida apresenta grandes desafios aos processos gerenciais, que não podem mais ser conduzidos de modo tradicional. A cultura organizacional, seus valores, crenças, mitos, ritos, rituais e linguagens, alcançam especial importância nesse novo processo de gerenciamento!

 

Guilherme Bernardes

Pós Júnior da RH Consultoria Júnior – UFMG

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *